@maeforadacaixa

T h a í s V i l a r i n h o

maeforadacaixa

ᴇsᴄʀɪᴛᴏʀᴀ & sᴘᴇᴀᴋᴇʀ ☼ Rede de apoio ♀ Best-seller: Mãe Fora da Caixa ♡ Virou peça: @maeforadacaixaapeca ☆ [email protected] ✎ Livros↓

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Não existe nesse mundo sentimentos mais ambíguos dos que a maternidade traz para a nossa vida. 
A vida de antes x a vida depois de ser mãe. A ansiedade da espera X a exaustão da chegada. A delicia de ter um filho no colo X a loucura dos hormônios no puerpério. A angústia de ver um filho chorando de dor X a alegria de ver ele gargalhar. 
Os sentimentos são extremos. Intensos.
Uma hora é eu te amo tanto, e na seguinte é o que eu fui fazer da com a minha vida? Uma hora é vontade de não desgrudar, na outra é vontade de ir para um lugar bem longe, só com passagem de ida. 
Na madrugada é muitas vezes caos mas  quando amanhece o dia é esperança renovada.
Ser mãe é a tarefa mais contraditória que pode existir. 
Se é difícil? Se tem momentos  que achamos que vamos ficar loucas? O tempo todo! Mas ao mesmo tempo é tão incrível que a gente não consegue explicar. 
Ficou sem entender? Então, mas é exatamente isso! 
Bem-vinda a maternidade onde a contradição vai ser sua fiel companheira.
Texto da leitora : @maternidade_mais 
Coautora: @maeforadacaixa
Se entregue ao puerpério. Cuide do seu bebê, se dedique. Aproveite. De colo, muito colo. Mas não esqueça de VOCÊ.
Exercite a paciência, respire no saquinho, tenha amor e empatia pela sua criança. Mas não esqueça de ser gentil com VOCÊ.
Eduque, de norte, fale mil vezes, estabeleça limites, de muito amor e bons exemplos. Mas não deixe de se conectar com VOCÊ.
Converse com o adolescente, oriente, esteja por dentro. Mas também se importe com VOCÊ.
Se envolva na vida do seu filho, se faça presente. Se conecte profundamente. Mas não deixe de fazer nada que é essencial para a sua vida. Não deixe de se distrair, se divertir, namorar, passear, estar com amigos e viver os seus interesses também. 
Claro que tem fase que você vai conseguir mais, outras menos. Mas jamais se permita ficar no lugar do esquecimento.
Acredite, eu sei que é uma loucura essa vida de mãe. Que levar a maternidade e os seus interesses particulares em paralelo da trabalho pra caramba. Gasta muito tempo, disposição e energia. Ainda mais quando a gente não dorme bem. Sei que tem que contar com ajuda. Saber delegar e sair do comando absoluto. Mas é exatamente por isso que é importante. 
Sei também que você pode estar pensando: lá vem ela com essa ladainha. Blá, blá, blá. Mas eu insistido! Não é só necessário como tem a ver com sanidade mental. Se você não estiver bem, seu filho também não estará. Se você, hora ou outra, não se preencher com a mulher que você é acaba a bateria. Pifa. 
Não tem para onde correr. Filho cresce. Voa. E a gente fica. E nessa hora?  Você vai querer estar íntima de quem você é ou vai preferir ser uma estranha para si mesma? 
Ei, me promete que não vai esquecer de você? 
Texto: @maeforadacaixa 
Autora dos livros: Mãe Fora da Caixa e Mãe Recém-nascida
Virou peça: @maeforadacaixaapeça
Falando nesse assunto, leitoras do Rio eu estarei assistindo a peça na sexta e no sábado. Depois rola bate papo. 
Se dê de presente uma saída com o marido ou com as amigas, se importe com VOCÊ. Vem para o teatro. 
Arrasta o dedo na foto para ver o convite da @miamello
Foto: @shiujulianna
Não se sabe ao certo o momento exato em que nos tornamos mães. 
Tem mulher que diz que foi quando deu de frente com o positivo. Outras contam que foi quando ouviram, pela primeira vez, o coraçãozinho bater no ultrassom. 
Algumas dizem que foi quando sentiram o primeiro chute. Outras relatam que foi quando amamentaram pela primeira vez. Mas algumas dizem que foi quando escutaram os filhos falarem “mamã”. Já tem outras que relatam que aconteceu outros momentos. 
A verdade é que para cada uma de nós acontece en um “time” diferente. Não tem regra e nem hora marcada. A única coisa em comum para todas é que é um marco. Inesquecível.
Quando a gente incorpora o ser “mãe” percebemos que temos amor, força de vontade e instinto o suficientes para enfrentarmos qualquer temporal. A gente aceita nossos defeitos e percebe que não da para dar conta perfeitamente de tudo. 
Por isso mãe, acredite que para o seu filho o seu potencial é o suficiente. Enfrente tudo, sem medo, independente dos obstáculos e dos julgamentos.
A força que se cria na superação de cada desafio do dia a dia juntinho com o seu bebê é inabalável. Te deixa de certa forma invencível. E é exatamente aí que você se fortalecerá como mãe. 
Texto da leitora: @liviazillo
Coautora: @maeforadacaixa
Tornar-se mãe é embarcar em uma jornada sem possibilidade de volta. Sem volta para a liberdade de fazer o que der na telha, a hora que for. Sem volta para poder sair de casa levando seu coração e mente inteiros com você. Sem volta para a vida perfeitamente planejada. Sem volta para a sensação de controle absoluto. Sem volta para soluções milimetricamente perfeitas. Sem volta para pensar só em você e para o tempo que sobra. Sem volta, cara leitora. Sem chance de volta para ser exatamente quem você era antes.
Eu sei, a primeira impressão ao ler essas palavras pode ser de que a maternidade é ruim, como uma espécie de prisão. Mas, olha, não vá embora. Fique comigo e leia até o fim.
Ao vivenciar a experiência percebemos que há beleza em não poder voltar, ainda que a conclusão chegue a duras penas. A questão é que não ter volta faz a viagem ser a melhor de todas. Uma jornada que nos tira imediatamente da superfície segura e nos obriga a embarcar de corpo inteiro e braços abertos rumo ao desconhecido. E isso assusta, mas ao mesmo tempo é incrível.
A impossibilidade de retorno é ficar sem escolha e ter que caminhar mesmo com dúvida, medo ou insegurança. É não ter mais possibilidade de ser egoísta e se emocionar com histórias que antes não chamavam a nossa atenção. É entendermos os nossos pais.
Uma vez que não voltamos, queremos perdoar tudo. Notamos o coração inundado de empatia e solidariedade. Nos preocupamos cada vez menos com o que os outros falam ou pensam. Aprendemos a ser mais seletivas e a valorizar coisas simples em meio ao caos. Descobrimos a preciosidade do tempo, da família e das verdadeiras amizades.
O grande barato sobre ser mãe é perceber que tudo aquilo que não tem volta perde completamente o sentido diante do mergulho em direção à nossa essência. 
À primeira vista, a missão de ter um filho pode até parecer uma amarra, mas, na verdade, é o caminho que nos leva ao encontro da nossa mais genuína liberdade. 
Texto: @maeforadacaixa
Autora dos livros Mãe Fora da Caixa e Mãe recém-nascida 
Virou peça: @maeforadacaixaapeça 
Foto: @tiffanyalex_
A maternidade é complexa e passa por caminhos que só sabemos que existem quando vivemos. As mudanças são grandes. Profundas. 
O humor altera com a loucura dos hormônios somado a privação de sono. O corpo e os pensamentos também. O casamento? Muda. Não tem como ser o mesmo de antes com a chegada do bebê. No início a gente se sente assexuada. O foco é o bem estar dos nossos filhos. Além disso a amamentação produz um hormônio que nos deixa sem vontade mesmo. 
E é exatamente nessa onda de mudanças tão desafiadoras na nossa vida que vem as criticas, as cobranças. 
O marido muitas vezes não entende como é cansativo e que ainda não conseguimos nem de longe pensar em sexo. Algumas pessoas acham muito coisa mas não ajudam nenhuma. As amigas sem filhos dizem que você sumiu e não entendem a complexidade da sua nova vida. 
E isso tudo faz ser mais solitário do que já é. Essa falta de sensibilidade ou até mesmo de conhecimento das pessoas sobre o que é se tornar mãe só faz ser mais difícil. 
Por isso te escrevo, para você saber que não é só com você. Acontece com a maioria das mulheres.
Se existe algum conselho que eu posso te dar é tentar se aproximar de pessoas que estejam passando pela mesma experiência que você. Mães que estão na mesma fase que você. Se tem algum conselho que eu possa dar é não ter vergonha de falar o que você sente para o seu parceiro, famílias e amigos. Não engolir sentimentos nesse momento é o melhor que você pode fazer. Organizar os pensamentos e se colocar é muito importante. Mas o principal o essencial para sua sanidade mental é você ser gentil com você mesma. Afinal, se você não for quem será?
Texto da leitora: @vanunes81
Coautora: @maeforadacaixa
O livro virar peça é...surreal pra mim. 
Saber que mais de 10.000 pessoas já assistiram é... uma emoção que eu não consigo descrever. 
Ler as mensagens de quem já assistiu então, não sei nem dizer o que é....
“Alguém finalmente teve coragem de dizer tudo aquilo que fica entalado na nossa garganta de mãe.”
“Que produção, que texto! E o que falar da Miá? Incrível!”
“Uma rede de apoio invisível se instaura dentro da sala de teatro. Me senti abraçada e compreendida.”
“A peça foi uma sessão de terapia para mim.”
“Essa não é uma peça para mães. O mundo todo deve assistir.”.
“Depois dessa peça entendo muito mais a minha mulher!”
“Não sou mãe e fiquei extremamente emocionada com o espetáculo.”
“A sessão bebê bem-vindo é uma das coisas mais lindas que eu já vi. Que energia.”
“Miá atravessa o palco catarticamente liberando sentimentos que as mães não estão autorizadas a sentir.” ..
“Agradeço por terem tirado minhas gargalhadas mais profundas e as lágrimas mais verdadeiras.”
“Que peça. Humor e sensibilidade juntinhos.”
“É uma diversão. Um descarrego. Uma atualização no software materno.”..
“Tanto o livro quanto a peça prestam um baita serviço social. Trazem uma representatividade que antes não existia.”
“Cuidado e transparência com o tema. Peça inesquecível.”
“Identificação nas dores e gargalhadas nas piadas de timing preciso.”
“A peça é a história de todas as mães. Não tem como não se identificar.”
Obrigada a todos que já foram. 
E para quem ainda não assistiu e é do Rio vai lá... está acabando a temporada. 
Sexta a domingo. 
Teatro Fashion Mall - Rio de Janeiro 
Domingo dia 13 vai ter sessão bebê bem-vindo as 11:00.
Acompanhe a gente lá no @maeforadacaixaapeca
 Eu e Miá entraremos agora 20:00 hs em uma live por lá. 
Ahhhh e arrasta o dedo para ver o vídeo lindo.
Uma verdadeira barata tonta. É exatamente assim que a gente se sente quando chega com o segundo filho em casa.
“Agora sou mãe de dois.” Dá um frio na barriga. Aprender a se dividir entre dois filhos é um exercício e tanto. Ainda mais com privação de sono e os hormônios alterados. 
Nessa montanha russa que é o puerpério, com duas crianças, é mais do que obrigatório a participação do pai. A rede de apoio é fundamental e funciona como uma espécie de boia para a gente não se afogar e conseguir dar a atenção que cada um precisa nesse momento tão novo para todo mundo. 
Afinal, ninguém consegue estar em dois lugares ao mesmo tempo, acolhendo duas demandas completamente diferentes, certo? A ajuda e a participação precisam existir para minimizar o sentimento incômodo da mãe de estar sempre em falta com um dos filhos. 
Alguém da família que leve o mais velho para passear enquanto amamentamos o mais novo alivia, alguém para ninar o bebê enquanto brincamos com o mais velho conforta. 
Nessa loucura deliciosa de ter dois filhos o mais difícil é sem dúvida essa divisão na hora de dar amor, quando temos o coração duplicado. É confuso no início, mas com apoio e paciência tudo se ajusta. 
E se por um lado é uma situação nova e desafiadora quando chegamos com o segundo em casa, por outro temos uma serenidade tão mais tão boa. Uma certeza que tudo dará certo.
Texto da leitora: @quandoeuvireimae
Coautora: @maeforadacaixa
Ela pode te orientar, mas jamais te aprisionar. 
Se te aprisionar você certamente irá se frustrar. Com o sono que não chega na hora esperada, com a falta de apetite do seu filho que não bate com o horário do almoço, com a fome antes da hora da próxima mamada, ou com a quantidade de vezes que ele acordou a mais do que na noite passada. 
Eu sei que não ter o controle no início assusta. Tira o chão. Da frio na barriga. Queremos receitas, técnicas. Manual.  Rotina engessada. Tudo dentro da caixa. É super compreensível. A insegurança faz a gente querer se agarrar com todas as forças em algo para não perdermos o controle. Mas é em vão. Em vão porque não estamos falando de robôs e sim de pequenos seres humanos em desenvolvimento. E para isso não existe controle. É claro que é importante ter uma direção mas mais, muito mais,  importante do que isso, e fundamental é  exercitar o jogo de cintura, ser flexível. Abrir a mente para o imprevisível.
A vida assim como o seu filho tem um movimento natural que nem sempre vai de encontro com a rotina cômoda e tranquila. Claro que precisamos ponderar quando são muito pequenininhos, mas aos poucos o novo integrante da família tem que fazer parte dos programas mesmo que a rotina tenha que ser quebrada. Afinal, ela também é feita para isso.
Nas exceções, na quebra de rotina existe amor, alegria, recordações incríveis e aprendizado. 
Solta, entrega! Confia. Dance conforme a música. Da leveza você vai ver.
Texto: @maeforadacaixa 
Autora dos livros: Mãe Fora da Caixa e Mãe recém-nascida 
Virou peça: @maeforadacaixaapeça
Foto da minha amiga: @a.maternidade a maior quebradora de rotina que eu já conheci.
Chega o momento. Cada uma tem o seu. Não tem data. É subjetivo. Mas ele sempre chega. 
O momento de romper com as águas profundas do puerpério e olhar de novo o mundo que existe para além de nós, mães, coladinhas com os nossos bebês. Nós e eles que por tanto tempo estivemos tão misturados.
Emergir desse mergulho não é fácil. Exige esforço. É muita transformação que acontece com a gente nesse período. Tem mar revolto, tempestade, mas também tem maré mansa, raios de sol e brisa que da leveza no coração. Tem encontro com a menina fomos e com a filha que somos. 
É difícil sair porque é intenso, visceral. Mas é necessário. Muito necessário.
Só que quando chega o momento dói. A gente sofre. Dá um saudosismo de tudo o que passou. Soltar aquelas mãozinhas pequeninas não é nem de longe fácil. E é aí que entra a nossa força que será também a força dos nossos bebês.
Mãe, escute o seu instinto, as suas necessidades. Não tenha medo. Siga em frente. No seu tempo é importante se olhar, respirar outros ares além da maternidade. É saudável. É amor. Para você e para o seu bebê. 
O mergulho faz a gente renascer. Mas se permitir emergir faz a gente voar. Pode acreditar. 
Texto da leitora: @flordeinfancia 
Coautora: @maeforadacaixa
Ela me escreveu. Disse que não pode gerar um filho de forma alguma. Que já tentou vários médicos, vários tratamentos e todos falaram a mesmo coisa. Não tem como.
Viver o luto, não poder passar por uma experiência que foi sonhada, muitas vezes, desde a infância deve machucar profundamente.
Deve doer de uma forma que todas nós que geramos nunca conseguiremos chegar nem aos pés de entender. Não da para mensurar a tristeza que já rondou o coração dessas mulheres. 
Elas escutam: Adota então. 
E calma lá gente, não que não seja incrível a adoção, é muito. Mas por trás da mulher que você oferece essa frase como uma saída “prática”, mora uma frustração emocional que, por fora, você jamais terá ideia do quão profunda ela é. Uma frustração que costumam chamar, pasmem, de besteira por muita gente. “Tanta criança precisando de mãe por aí e você sofrendo por não poder gerar. Que besteira.” Foi isso o que a minha leitora me contou que ouviu.
Besteira é diminuir a dor de outra pessoa. Besteira é não conseguir se colocar no lugar do outro. 
A adoção, a barriga de aluguel ou qualquer que seja a saída de ser mãe sem ser gerando são alternativas  lindas e incríveis mas que não minimizam a dor de não poder gerar, para quem sonhou com a gravidez. 
Por isso respeito! 
Amor e mais amor! O meu mais sincero amor, somado a essas flores para você que não pode engravidar. 
Texto: @maeforadacaixa 
Autora dos livros: Mãe Fora da Caixa e Mãe recém-nascida 
Virou peça: @maeforadacaixaapeca 
Foto: Pinterest
Deixe aqui uma palavra de carinho para essas mulheres! ❤️
Depois de ser mãe, você nunca mais será a mesma.
Não será a mesma filha porque hoje você sabe que não existe nada maior do que o amor que sua mãe sente por você. 
Não será mais a mesma esposa porque agora os laços são ainda mais fortes com o parceiro. A ligação entre vocês agora é para sempre. 
Não será mais a mesma profissional porque agora você tem muito mais habilidades para realizar várias tarefas ao mesmo tempo. 
Você nunca mais será a mesma amiga porque muita gente some e as amigas que ficaram precisam ser ainda mais cuidadas e bem cultivadas. 
Você nunca mais será a mesma mulher, porque agora tem uma baita prioridade que domina sua mente sua alma e seu coração: seu filho.
A maternidade soma de uma forma linda na mulher que somos e na nossa relação com os outros. Da profundidade. Nos faz empáticas. Melhores. E mais fortes exatamente por entendermos cada pedacinho da nossa fragilidade. 
Texto da leitora: @soulmaternativa 
Coautora: @maeforadacaixa
Sinto que o maior medo das mães é falar abertamente sobre os momentos de arrependimento pela escolha de ter um filho. Recebo centenas de mensagens como essa:
“Esses dias, na madrugada, senti um arrependimento enorme, uma vontade de ter minha vida de antes. Me senti tão culpada. Será que é normal?” Sei exatamente como é essa sensação.
Ela geralmente chega em momentos difíceis. Na madrugada que não tem fim, na birra com choro digno de estrela de Hollywood. Chega nas dificuldades com a educação e nas palavras duras ditas pelo pré adolescente. E quando a gente vive esses momentos, algumas vezes é inevitável: sentimos saudade da vida de antes. Descompromissada. Sem a responsabilidade que vem no pacote da maternidade.
A gente pensa: onde fui amarrar meu burro?  E na sequência se culpa.
Mas me diz uma coisa, como não passar pelo sentimento de arrependimento com algo que mexe com as nossas certezas e nos empurra para longe da zona de conforto?
Como não passar por esse sentimento se maternar consome nosso tempo, nossa mente e nossa energia por completo?
Como não passar, hora ou outra, pela cabeça se a gente se priva, e se doa até o último fio de cabelo, muitas vezes esquecendo de nós mesmas?
A gente repensa e sente muitas vezes arrependimento do casamento, da profissão, de tantas coisas. Porque seria diferente com a maternidade? 
Veja bem, não acho que devemos ficar amiga desse sentimento e alimentá-lo. Não, não é nada disso. Mas negá-lo como se fôssemos megeras por senti-lo pode ser um problema. Só aumenta a cobrança sobre nós mesmas. Só pesa. Só aumenta a carga. E carga é uma coisa que não precisamos mais não é mesmo? 
Se permitir sentir tudo é libertador. 
Ei mãe, é COMPLETAMENTE normal você ter momentos de arrependimento. 
E não, não é pecado. Não, você não é uma desalmada e tão pouco mal agradecida por sentir. De forma alguma. 
E mesmo que o mundo não entenda o seu sentimento acredite: Deus conhece com profundidade o seu coração, além de reconhecer cada segundo da sua entrega. Ele sabe do seu amor. 
Está tudo bem. 
Texto: @maeforadacaixa 
Livros: Mãe Fora da Caixa e Mãe recém-nascida 
Virou peça: @maeforadacaixaapeça
Foto: @marylauren

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